Quando é quase carnaval, quem curte a festa não pensa em outra coisa: planeja a fantasia, o roteiro e há mesmo quem rompa um relacionamento pensando em aproveitar os quatro dias solto no mundo para, só depois, reatar.
Quem tem este espírito festivo, apenas camuflado nas outras 50 semanas do ano, não deve nem conseguir ficar triste com outros acontecimentos dramáticos e alheios, como prédios que desabam misteriosamente no Centro do Rio. É compreensível e não sei em que medida entrar numa vibe apocalíptica, como eu mesma entro frequentemente aqui nos posts, ajuda alguma coisa. Claro que não ajuda nada, a não ser que você aproveite a oportunidade para rezar pelas vítimas.
Mas, e quem não dá a mínima para o carnaval? Como se sente na iminência dos feriados? Planeja filmes, viagens de retiro, a arrumação definitiva dos armários há muito abandonados? Se tranca num quarto com algum gostosão ou alguma gostosona, ou vários ao mesmo tempo? Estranho como nós somos tão dissonantes, tão discrepantes e surpreendentes. Vão pensando no assunto, porque fevereiro está chegando.




